sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A importância do brincar

Um "aperitivo" do curso on-line de minha autoria e tutoria.
Maiores informações e inscrições para o curso no site:

http://www.gpeconline.com.br/

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Projeto Celular na Escola


A Tecnologia na Educação requer um olhar mais abrangente, envolvendo novas formas de ensinar e de aprender condizentes com o paradigma da sociedade do conhecimento, o qual se caracteriza pelos princípios da diversidade, da integração e da complexidade.

O compromisso com as questões educacionais tem sido ampliado, através das várias formas de organização, incluindo aquelas que fazem uso da tecnologia para superar os limites de espaço e tempo, de modo a propiciar que pessoas de diferentes idades, classes sociais e regiões tenham acesso à informação e possam vivenciar plenamente as diversas representações do conhecimento.

Esta amplitude de possibilidades - quando pautada em princípios que privilegiam a construção do conhecimento - requer dos profissionais novas competências e atitudes para desenvolver projetos educacionais que criem e recriem estratégias e situações de aprendizagem que possam tornar-se significativas para o aluno, sem perder de vista o foco da intencionalidade da educação.

O profissional passa a lidar com o inusitado, e por isso precisa estar preparado para a utilização da criatividade, da reflexão e da crítica, rompendo com a aplicação de soluções prontas ou práticas padronizadas.

Neste aspecto, as ações do professor devem considerar o individual e o coletivo, parte e todo, teoria e prática, ensino e aprendizagem, além da diversidade e das questões particulares que provavelmente surgirão meio ao processo de adaptação com os sistemas tecnológicos, já que muitas vezes se têm em sala de aula, alunos que não estão interados com as novas tecnologias.

O uso da tecnologia no contexto escolar requer a formação, o envolvimento e o compromisso de todos os protagonistas do processo educacional (professores, diretores, supervisores, coordenadores pedagógicos), no sentido de repensar o processo de ensino e aprendizagem na e para a sociedade.

Estes protagonistas têm papéis distintos e, portanto, o uso da tecnologia deve atender às suas especificidades, de tal forma que, no âmbito global, suas ações sejam articuladas com vistas a favorecer o desenvolvimento do aluno como cidadão participativo e crítico para lidar com as inovações tecnológicas.

Segue link para que leiam artigo/projeto de minha autoria onde proponho o uso do celular como material didático:

O artigo é capa da revista AMAE Educando desse mês.

Anuncia-se um novo tempo, cabendo a cada educador participar de processos de formação continuada, para encontrar o caminho evolutivo mais condizente com a identidade da escola e com o contexto em que se encontra inserido, no intuito de estar preparado para a utilização das tecnologias, já que estas são construtivas, procurando reestruturar a educação e os aspectos pedagógicos envolvidos no propósito de melhoria do processo de ensino-aprendizagem.

Espero que gostem das sugestões de atividades criadas para esse projeto e que ousem colocá-las em prática. Aposto que as crianças vão amar!

Meu carinho a todos...




P.S: Mais dicas de projetos e sugestões de atividades no site PPD:

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Na mídia!

Reunimos no site PPD todas as publicações com ideias, artigos, projetos e sugestões de atividades de minha autoria. Confira!


Nas bancas, este mês 2 revistas muito interessantes com as quais contribuí:
  • Guia Prático para professores do Ensino Fundamental I - Editora Lua - Projeto Contra às Drogas.
  • Revista Projetos Educativos EXTRA - Editora Alto Astral - Projeto Cultura Africana.

Corre pra comprar a sua! Escrevi com carinho, pensando em você que é um professor apaixonado como eu...

Beijinhos!

Paty Fonte - alguém que luta por uma Sociedade mais justa e humana, onde a educação seja, realmente, eficaz.

Quem quiser me seguir no Twitter: http://twitter.com/PatyFonte

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O AMOR COMO ATO PEDAGÓGICO

A escola deve ser um espaço sagrado, no qual a convivência seja prazerosa. É o sonho e a realidade que se misturam na nobre missão de construir uma sociedade iluminada. A revolução da Educação é a revolução da humanidade. Colheita de uma semeadura corajosa e competente. Luz que poderá fazer germinar uma geração sem preconceitos e discriminações; com menos violência e apatia. A revelação do melhor, a essência do bem, o encontro da felicidade (CHALITA, 2003, p. 01).
  • É na sala de aula que ocorre o momento crucial da educação escolar, e encontro de duas vidas, ambas buscando crescer e alcançar a plenitude, a comunhão aluno-professor. Um componente importante para o desenvolvimento do trabalho pedagógico é a interação professor-aluno. O relacionamento entre estes dois elementos constitui a chave do processo ensino aprendizagem. O contato entre mestres e alunos, a demonstração de afetividade, de atenção e interesse e desempenho de suas tarefas.
    O aluno e o professor assumem, na sala de aula, posições distintas de cuja interação resultam a aprendizagem e a educação.
  • A diferente forma de relacionamento que o professor adota com o aluno pode ser considerada como mediações históricas. Elas estão diretamente relacionadas com a concepção de homem, de sociedade, de aprendizagem, de conhecimento, etc.
    De acordo com a fundamentação teórica que o professor adota em sua prática educativa ele revela um tipo de relacionamento com o aluno ou se tornando o centro do processo educativo ou dando ao aluno em se constituir em sujeito desde processo ou ainda, se ambos constituindo em agentes educativos.

  • O professor deve conviver com os alunos, observando seus comportamentos, conversando com eles perguntando, sendo interrogado por eles e realizar também com eles, suas experiências, para que possa auxiliar sua aprendizagem e desenvolvimento. É ainda, da responsabilidade do professor oferecer orientações adequadas para que os objetivos sejam manipulados pelos alunos e para que encontrem, por si, as soluções dos problemas.
  • Reconhecer que os alunos hoje possuem um outro padrão de aprendizado é um caminho para o professor. De acordo com Pierre Bertaux, em seu livro A Educação do Futuro, o aluno contemporâneo apresenta um aumento visível da sensibilidade visual e audiovisual, no entanto há uma considerável regressão da sensibilidade auditiva pura; é mais rápido na aprendizagem e na manipulação e interpretação de sinais e símbolos, entretanto possui importante dificuldade de concentrar-se por mais de dois ou três minutos seguidos sobre o mesmo tema, bem como de decorar e reter textos de certa extensão.
  • Procura-se atualmente resgatar a dimensão humana do trabalho pedagógico evidenciando o relacionamento do professor com aluno, mas ao lado do papel técnico de ensinar, ou seja, o "como se relacionar com o aluno" está incluindo o papel político desse relacionamento e de mobilizar, de acionar a participação efetiva no processo de mudança da realidade.
  • Ao promover situações em que se reflita sobre as regras e contra-regras, ordens e contra-ordens, conflitos, oposições, valores a escola estará preparando o aluno para lidar com a diversidade, para aceitar o outro e sua opinião, experienciando o erro, o fracasso, as perdas, desenvolvendo a sua maturidade emocional, contribuindo, pois, para a formação da sua identidade.
  • Ao realizar seus planejamentos, o professor que atua com uma postura de educador, antes de organizá-los considera as vivências, os conhecimentos e as informações que o aluno carrega e a sua forma de ver e de viver no mundo moderno, para optar por uma forma metodológica que auxilie a transpor os conteúdos sistematizados, científicos e promover uma aprendizagem significativa.
Cury (2003) coloca a afetividade como fator primeiro a ser conquistado. Se as escolas estão vivendo um verdadeiro caos, atribua-se a isso a falta de amor, sensibilidade e empatia. Não basta deter-se, somente, em métodos de ensino respeitáveis, é preciso ir muito além disso...

Referências bibliográficas:

  • CHALITA, G. B. I. Educação: a solução está no afeto. São Paulo: Editora Gente, 2001.
  • CURY, Augusto. Pais Brilhantes e Professores Fascinantes. 9. ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Soldadinho de Chumbo


Atendendo a pedidos seguem algumas ideias de trabalho unindo Literatura e Artes Plásticas.
Já muito se disse de quanto a escola tem representado, para a maioria das crianças, a única oportunidade de contato com obras literárias, uma vez que a história de leitura deles, dos alunos, revela, quando muito, opção por outros textos que não os literários.
E aqui pode se ratificar uma função que não é exclusiva, mas que é especifica da escola, qual seja a de dar oportunidade às crianças de estabelecer relação íntima e prazerosa com o mundo das produções literárias.
Oportunizar essa convivência com os livros, esse desvendamento do mundo literário constitui um dos objetivos da escola. Daí porque se pensa ser a literatura um dos componentes importantes do currículo escolar.
Cabe a escola dar ao aluno a oportunidade de vivenciar formas de leitura diversificada, o conto tradicional Soldadinho de Chumbo pode render inúmeras atividades interessantes já que é pouco conhecido entre crianças e jovens dos dias de hoje.


Sugestões de Atividades:

  • Os arteterapeutas indicam sempre um relaxamento como atividade inicial. Assim sendo, em busca de proporcionar aos participantes uma perfeita integração com o ambiente e as atividades que serão propostas posteriormente à sua realização, sugerimos que seja proposta uma marcha militar para que os alunos possam sentir o "clima" de rigidez vivenciado pelo conto. Pode-se solicitar aos participantes que se movimentem ao som da música, como um soldado em um desfile militar, e vivenciando o peso e a rigidez da função de soldado, bem como do material de que é feito o personagem - o chumbo. Em seguida, pode-se utilizar uma sonata para que se sinta a leveza da bailarina, bem como do material do qual ela é feita - papel.
  • O professor deverá iniciar em seguida a contação da historia podendo aproveitar a musica, abaixando o volume de forma que se possa mantê-la apenas como fundo para sua voz.
  • A proposta é que de forma agradável, prazerosa e lúdica o livro seja apresentado às crianças. Sugerimos colocar os alunos em círculo criando um clima mais informal. Cada professor pode contar a história da forma em que achar mais interessante. Entretanto é importante ressaltar que antes da história em si deve-se mostrar o livro, observando e debatendo sobre suas características: capa, contracapa, ilustrações, tipo de letras, cores, encadernação, dedicatória, para onde será revertida a renda da venda do livro, etc.
  • Durante o conto é importante as manifestações das crianças, suas perguntas, seus comentários, sua participação mais ativa ou passiva deve sempre ser foco de observação.
  • Após ouvir a história, sugerir às crianças que desenhem com o lápis HB, numa meia folha de papel sulfite, o personagem que foi mais significativo para ela. Terminado o desenho utilize o papel para envolver a vela de sete dias, fixando-o na vela com fita crepe.
  • Contornar o desenho mediante furos feitos com uma caneta velha, de forma que se possa deixá-lo marcado na vela. Depois de concluído o contorno, retirar o papel sulfite da vela e iniciar uma escavação com uma faca sem ponta ou com outro objeto que possibilite escavar a cera, acompanhando a linha de furos que compõe o desenho na vela.
  • Apos a conclusão do trabalho, o aluno poderá pintar com tinta plástica a peça esculpida na cera.

É importante transmitir as seguintes orientações às crianças:

  • Manter o volume (espessura) da vela, para evitar a quebra
  • Vestir camisa velha ou avental ao usar a tinta plástica, pois esta adere às roupas, não sendo possível removê-la.
  • Na finalização do trabalho, cada participante deverá falar sobre os sentimentos e as sensações percebidos e vivenciados durante a atividade.
  • Com crianças muito pequenas pode-se usar argila ao invés da vela.

O uso de materiais sólidos, ou seja, tridimensionais, constitui um importante recurso a ser utilizado uma vez que ele facilita a manifestação de sentimentos internos. A vela é um material rígido, impenetrável, de difícil manuseio e escavação. Geralmente é oferecido por arteterapeutas para pessoas que apresentam resistência e inabilidade nas suas relações pessoais e que tenham dificuldades em mostrar sua fragilidade por meio da rigidez aparente.
Esculpir pode ter vários significados, como tirar e escavar algo de algum lugar, reproduzindo por meio de um volume a ideia, que pode ser concebida previamente por meio de um risco no papel ou simplesmente por meio da imagem mental.
Em latim, escultura deriva de escavar, cavar. No ato de tirar (o que deve ser eliminado), a pessoa extrai uma forma do interior de alguma matéria bruta. Esse gesto de extrair - de dentro de alguma coisa - aquilo que e um projeto pessoal interior, faz com que o individuo externalize sentimentos fortes, como os de paixão ou raiva, por exemplo.
A técnica de entalhe em vela proporciona essa tridimensionalidade das emoções, fazendo com que o individuo de aparência impenetrável e rígida traga a tona todos seus sentimentos endurecidos pelas circunstancias de sua vida.
Recomenda-se, apenas, cautela no manuseio do material, uma vez que, por sua dureza, o utensílio cortante possa por vezes escapar com facilidade pela impressão de força demasiada e causar algum ferimento.

Outras idéias:

  • Faça da leitura uma diversão: a criança gosta de expressar-se através de desenhos. Divida o texto do livro escolhido em começo, meio e fim. Conte-lhes uma parte da história e peça para reproduzirem-na através de desenhos, em folhas de sulfite ou num programa de computador. Depois eles irão escrever uma frase em cada desenho, expressando suas emoções do trecho lido.
  • Aproveitar as gravuras do livro e propor que os alunos façam suas próprias produções textuais. Adaptando ao nível e faixa-etária de cada turma. Em seguida, proponha fazerem a revisão da escrita, descobrindo palavras com erros ortográficos e de pontuação, indicando as correções apropriadas. Usar o dicionário para verificação da escrita das palavras, criando nos alunos o hábito de consultá-lo para esclarecer dúvidas.
  • Divida a turma em grupos e proponha que cada grupo escreva do seu próprio jeito o início, o meio e o final da história, podendo modificá-la ou não. Em um segundo momento junte as partes e forme um novo livro. Numere as páginas. Através da observação do livro original, peça-lhes para criarem uma capa original que pode ser do jeito que está apresentada no livro ou como eles gostariam que fosse. Pedir para escreverem o nome do livro, autor, série, ano e editora. Todos os livros poderão ser expostos.
  • Outra atividade interessante é misturar partes do livro e propor que os alunos as ordenem corretamente.
  • A clássica atividade de elaborar um outro final da história também agrada aos alunos.
  • Contar a história através de música e dança – O professor juntamente com os alunos pode resumir a história e dramatizar de forma original, usando aparelho de som com músicas variadas e criar coreografias com os alunos.
  • Pesquisar a biografia e conhecer outros contos de Hans Christian Andersen.

Links úteis:

- História em áudio:
http://www.4shared.com/file/17968418/25c5214d/

- História em vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=QN8v6g6N7Ac&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=x8bjQbSVYtU&feature=related

Bibliografia:

  • Contos de Fada – vivências e técnicas em arteterapia. Adriana Medeiros e Sônia Branco. Editora Wak.
  • Literatura Infantil: Gostosuras e Bobices. Fanny Abramovich. Editora Scipione.
  • A Importância do Ato de Ler. Paulo Freire. Cortez Editora.


    "Só desperta paixão de aprender quem tem paixão de ensinar."
    (Paulo Freire)

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

AMAE Educando

Olá amigos!

Sou grande fã da Revista AMAE Educando, uma das pioneiras na área de educação, acompanha educadores há mais de 40 anos - bastante tempo para uma revista, né? E não pensem que ela é ultrapassada, muito pelo contrário! É uma revista moderna e antenada com as tendências atuais. Um trabalho que merece todo nosso respeito e admiração. Por tudo isso, de leitora assídua hoje sou colaboradora. Este mês foi publicado mais um artigo de minha autoria, o que me deixou imensamente feliz. Quem desejar conhecer mais sobre a revista e ler as reportagens que foram capa do ano passado e deste, basta acessar o site: www.fundacaoamae.com.br

Dá para salvar os arquivos que estão em formato PDF.

Dentre as reportagens disponíveis no site gostei, especialmente, da publicada em Novembro de 2008: Orgulho de ser negro - projeto interdisciplinar que promove a auto-estima dos alunos. Respeito às diferenças raciais, a partir do reconto do livro A Bonequinha Preta.

Segue link direto para esta:
http://fundacaoamae.com.br/images/stories/amae_educando/novembro/revista_novembro.pdf

AMAE não vende nas bancas, mas é possível ser assinante.

Espero que gostem dessa dica.

Meu carinho a todos!


terça-feira, 25 de agosto de 2009

Professores Apaixonados