sexta-feira, 23 de outubro de 2009
A importância do brincar
Maiores informações e inscrições para o curso no site:
http://www.gpeconline.com.br/
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Projeto Celular na Escola

Espero que gostem das sugestões de atividades criadas para esse projeto e que ousem colocá-las em prática. Aposto que as crianças vão amar!
Meu carinho a todos...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Na mídia!
Nas bancas, este mês 2 revistas muito interessantes com as quais contribuí:
- Guia Prático para professores do Ensino Fundamental I - Editora Lua - Projeto Contra às Drogas.
- Revista Projetos Educativos EXTRA - Editora Alto Astral - Projeto Cultura Africana.
Corre pra comprar a sua! Escrevi com carinho, pensando em você que é um professor apaixonado como eu...
Beijinhos!
Paty Fonte - alguém que luta por uma Sociedade mais justa e humana, onde a educação seja, realmente, eficaz.
Quem quiser me seguir no Twitter: http://twitter.com/PatyFonte
terça-feira, 29 de setembro de 2009
O AMOR COMO ATO PEDAGÓGICO
- É na sala de aula que ocorre o momento crucial da educação escolar, e encontro de duas vidas, ambas buscando crescer e alcançar a plenitude, a comunhão aluno-professor. Um componente importante para o desenvolvimento do trabalho pedagógico é a interação professor-aluno. O relacionamento entre estes dois elementos constitui a chave do processo ensino aprendizagem. O contato entre mestres e alunos, a demonstração de afetividade, de atenção e interesse e desempenho de suas tarefas.
O aluno e o professor assumem, na sala de aula, posições distintas de cuja interação resultam a aprendizagem e a educação. - A diferente forma de relacionamento que o professor adota com o aluno pode ser considerada como mediações históricas. Elas estão diretamente relacionadas com a concepção de homem, de sociedade, de aprendizagem, de conhecimento, etc.
De acordo com a fundamentação teórica que o professor adota em sua prática educativa ele revela um tipo de relacionamento com o aluno ou se tornando o centro do processo educativo ou dando ao aluno em se constituir em sujeito desde processo ou ainda, se ambos constituindo em agentes educativos.

- O professor deve conviver com os alunos, observando seus comportamentos, conversando com eles perguntando, sendo interrogado por eles e realizar também com eles, suas experiências, para que possa auxiliar sua aprendizagem e desenvolvimento. É ainda, da responsabilidade do professor oferecer orientações adequadas para que os objetivos sejam manipulados pelos alunos e para que encontrem, por si, as soluções dos problemas.
- Reconhecer que os alunos hoje possuem um outro padrão de aprendizado é um caminho para o professor. De acordo com Pierre Bertaux, em seu livro A Educação do Futuro, o aluno contemporâneo apresenta um aumento visível da sensibilidade visual e audiovisual, no entanto há uma considerável regressão da sensibilidade auditiva pura; é mais rápido na aprendizagem e na manipulação e interpretação de sinais e símbolos, entretanto possui importante dificuldade de concentrar-se por mais de dois ou três minutos seguidos sobre o mesmo tema, bem como de decorar e reter textos de certa extensão.
- Procura-se atualmente resgatar a dimensão humana do trabalho pedagógico evidenciando o relacionamento do professor com aluno, mas ao lado do papel técnico de ensinar, ou seja, o "como se relacionar com o aluno" está incluindo o papel político desse relacionamento e de mobilizar, de acionar a participação efetiva no processo de mudança da realidade.
- Ao promover situações em que se reflita sobre as regras e contra-regras, ordens e contra-ordens, conflitos, oposições, valores a escola estará preparando o aluno para lidar com a diversidade, para aceitar o outro e sua opinião, experienciando o erro, o fracasso, as perdas, desenvolvendo a sua maturidade emocional, contribuindo, pois, para a formação da sua identidade.
- Ao realizar seus planejamentos, o professor que atua com uma postura de educador, antes de organizá-los considera as vivências, os conhecimentos e as informações que o aluno carrega e a sua forma de ver e de viver no mundo moderno, para optar por uma forma metodológica que auxilie a transpor os conteúdos sistematizados, científicos e promover uma aprendizagem significativa.
Referências bibliográficas:
- CHALITA, G. B. I. Educação: a solução está no afeto. São Paulo: Editora Gente, 2001.
- CURY, Augusto. Pais Brilhantes e Professores Fascinantes. 9. ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2003.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Soldadinho de Chumbo

Atendendo a pedidos seguem algumas ideias de trabalho unindo Literatura e Artes Plásticas.
Já muito se disse de quanto a escola tem representado, para a maioria das crianças, a única oportunidade de contato com obras literárias, uma vez que a história de leitura deles, dos alunos, revela, quando muito, opção por outros textos que não os literários.
E aqui pode se ratificar uma função que não é exclusiva, mas que é especifica da escola, qual seja a de dar oportunidade às crianças de estabelecer relação íntima e prazerosa com o mundo das produções literárias.
Oportunizar essa convivência com os livros, esse desvendamento do mundo literário constitui um dos objetivos da escola. Daí porque se pensa ser a literatura um dos componentes importantes do currículo escolar.
Cabe a escola dar ao aluno a oportunidade de vivenciar formas de leitura diversificada, o conto tradicional Soldadinho de Chumbo pode render inúmeras atividades interessantes já que é pouco conhecido entre crianças e jovens dos dias de hoje.
Sugestões de Atividades:
- Os arteterapeutas indicam sempre um relaxamento como atividade inicial. Assim sendo, em busca de proporcionar aos participantes uma perfeita integração com o ambiente e as atividades que serão propostas posteriormente à sua realização, sugerimos que seja proposta uma marcha militar para que os alunos possam sentir o "clima" de rigidez vivenciado pelo conto. Pode-se solicitar aos participantes que se movimentem ao som da música, como um soldado em um desfile militar, e vivenciando o peso e a rigidez da função de soldado, bem como do material de que é feito o personagem - o chumbo. Em seguida, pode-se utilizar uma sonata para que se sinta a leveza da bailarina, bem como do material do qual ela é feita - papel.
- O professor deverá iniciar em seguida a contação da historia podendo aproveitar a musica, abaixando o volume de forma que se possa mantê-la apenas como fundo para sua voz.
- A proposta é que de forma agradável, prazerosa e lúdica o livro seja apresentado às crianças. Sugerimos colocar os alunos em círculo criando um clima mais informal. Cada professor pode contar a história da forma em que achar mais interessante. Entretanto é importante ressaltar que antes da história em si deve-se mostrar o livro, observando e debatendo sobre suas características: capa, contracapa, ilustrações, tipo de letras, cores, encadernação, dedicatória, para onde será revertida a renda da venda do livro, etc.
- Durante o conto é importante as manifestações das crianças, suas perguntas, seus comentários, sua participação mais ativa ou passiva deve sempre ser foco de observação.
- Após ouvir a história, sugerir às crianças que desenhem com o lápis HB, numa meia folha de papel sulfite, o personagem que foi mais significativo para ela. Terminado o desenho utilize o papel para envolver a vela de sete dias, fixando-o na vela com fita crepe.
- Contornar o desenho mediante furos feitos com uma caneta velha, de forma que se possa deixá-lo marcado na vela. Depois de concluído o contorno, retirar o papel sulfite da vela e iniciar uma escavação com uma faca sem ponta ou com outro objeto que possibilite escavar a cera, acompanhando a linha de furos que compõe o desenho na vela.
- Apos a conclusão do trabalho, o aluno poderá pintar com tinta plástica a peça esculpida na cera.
É importante transmitir as seguintes orientações às crianças:
- Manter o volume (espessura) da vela, para evitar a quebra
- Vestir camisa velha ou avental ao usar a tinta plástica, pois esta adere às roupas, não sendo possível removê-la.
- Na finalização do trabalho, cada participante deverá falar sobre os sentimentos e as sensações percebidos e vivenciados durante a atividade.
- Com crianças muito pequenas pode-se usar argila ao invés da vela.
O uso de materiais sólidos, ou seja, tridimensionais, constitui um importante recurso a ser utilizado uma vez que ele facilita a manifestação de sentimentos internos. A vela é um material rígido, impenetrável, de difícil manuseio e escavação. Geralmente é oferecido por arteterapeutas para pessoas que apresentam resistência e inabilidade nas suas relações pessoais e que tenham dificuldades em mostrar sua fragilidade por meio da rigidez aparente.
Esculpir pode ter vários significados, como tirar e escavar algo de algum lugar, reproduzindo por meio de um volume a ideia, que pode ser concebida previamente por meio de um risco no papel ou simplesmente por meio da imagem mental.
Em latim, escultura deriva de escavar, cavar. No ato de tirar (o que deve ser eliminado), a pessoa extrai uma forma do interior de alguma matéria bruta. Esse gesto de extrair - de dentro de alguma coisa - aquilo que e um projeto pessoal interior, faz com que o individuo externalize sentimentos fortes, como os de paixão ou raiva, por exemplo.
A técnica de entalhe em vela proporciona essa tridimensionalidade das emoções, fazendo com que o individuo de aparência impenetrável e rígida traga a tona todos seus sentimentos endurecidos pelas circunstancias de sua vida.
Recomenda-se, apenas, cautela no manuseio do material, uma vez que, por sua dureza, o utensílio cortante possa por vezes escapar com facilidade pela impressão de força demasiada e causar algum ferimento.
Outras idéias:
- Faça da leitura uma diversão: a criança gosta de expressar-se através de desenhos. Divida o texto do livro escolhido em começo, meio e fim. Conte-lhes uma parte da história e peça para reproduzirem-na através de desenhos, em folhas de sulfite ou num programa de computador. Depois eles irão escrever uma frase em cada desenho, expressando suas emoções do trecho lido.
- Aproveitar as gravuras do livro e propor que os alunos façam suas próprias produções textuais. Adaptando ao nível e faixa-etária de cada turma. Em seguida, proponha fazerem a revisão da escrita, descobrindo palavras com erros ortográficos e de pontuação, indicando as correções apropriadas. Usar o dicionário para verificação da escrita das palavras, criando nos alunos o hábito de consultá-lo para esclarecer dúvidas.
- Divida a turma em grupos e proponha que cada grupo escreva do seu próprio jeito o início, o meio e o final da história, podendo modificá-la ou não. Em um segundo momento junte as partes e forme um novo livro. Numere as páginas. Através da observação do livro original, peça-lhes para criarem uma capa original que pode ser do jeito que está apresentada no livro ou como eles gostariam que fosse. Pedir para escreverem o nome do livro, autor, série, ano e editora. Todos os livros poderão ser expostos.
- Outra atividade interessante é misturar partes do livro e propor que os alunos as ordenem corretamente.
- A clássica atividade de elaborar um outro final da história também agrada aos alunos.
- Contar a história através de música e dança – O professor juntamente com os alunos pode resumir a história e dramatizar de forma original, usando aparelho de som com músicas variadas e criar coreografias com os alunos.
- Pesquisar a biografia e conhecer outros contos de Hans Christian Andersen.
Links úteis:
- História em áudio:http://www.4shared.com/file/17968418/25c5214d/
- História em vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=QN8v6g6N7Ac&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=x8bjQbSVYtU&feature=related
Bibliografia:
- Contos de Fada – vivências e técnicas em arteterapia. Adriana Medeiros e Sônia Branco. Editora Wak.
- Literatura Infantil: Gostosuras e Bobices. Fanny Abramovich. Editora Scipione.
- A Importância do Ato de Ler. Paulo Freire. Cortez Editora.
"Só desperta paixão de aprender quem tem paixão de ensinar."
(Paulo Freire)
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
AMAE Educando
Sou grande fã da Revista AMAE Educando, uma das pioneiras na área de educação, acompanha educadores há mais de 40 anos - bastante tempo para uma revista, né? E não pensem que ela é ultrapassada, muito pelo contrário! É uma revista moderna e antenada com as tendências atuais. Um trabalho que merece todo nosso respeito e admiração. Por tudo isso, de leitora assídua hoje sou colaboradora. Este mês foi publicado mais um artigo de minha autoria, o que me deixou imensamente feliz. Quem desejar conhecer mais sobre a revista e ler as reportagens que foram capa do ano passado e deste, basta acessar o site: www.fundacaoamae.com.br
Dá para salvar os arquivos que estão em formato PDF.
Dentre as reportagens disponíveis no site gostei, especialmente, da publicada em Novembro de 2008: Orgulho de ser negro - projeto interdisciplinar que promove a auto-estima dos alunos. Respeito às diferenças raciais, a partir do reconto do livro A Bonequinha Preta.
Segue link direto para esta:
http://fundacaoamae.com.br/images/stories/amae_educando/novembro/revista_novembro.pdf
AMAE não vende nas bancas, mas é possível ser assinante.
Espero que gostem dessa dica.
Meu carinho a todos!






